Moramos em um país tropical e muitas vezes não temos a noção real do que é o frio, ou seja, como é morar em um lugar que tem baixas temperaturas. Há alguns anos atrás eu morei no Sul do Brasil, vi, senti, e entendo como é a sensação térmica de experimentar baixas temperaturas. Neste conto de Fiodor Dostoiévski encontramos este registro do sofrimento que as pessoas passam e sentem morando em lugares frios. Outros temas perturbadores que nos deparamos, durante a leitura, como a fome, o abandono, e a morte, também estão presentes, temas comuns do nosso cotidiano. Um dos trechos que chamou a minha atenção é a descrição que o menino faz da primeira vez que ele vê a cidade, nesta parte identificamos a imaginação criativa que habita na mente de uma criança, a pureza de perceber o que é belo e o sentimento de descobrir as injustiças. No livro de Provérbios de Salamão, na Bíblia Sagrada, encontramos um versículo que faz referência a este senso de pureza e de justiça das crianças "Até a criança mostra o que é por suas ações; o seu procedimento revelará se ela é pura e justa" (PV. 20 -11).
Na minha opinião, o autor nos revela através da história do menino, que chega um momento na vida que precisamos mudar de direção. mesmo que alguém esteja em trevas, ainda que alguém esteja sendo assombrado pelas angústias, ou pelos medos, quando decidimos seguir no caminho do bem, encontramos a luz, a luz que vem de Cristo. E esta ação de sair da escuridão, depende de cada um de nós, quando decidimos mudar o nosso rumo. Que todos nós possamos sempre prosseguir no caminho da Luz!
A Árvore de Natal na Casa do Cristo
Onde encontrar: No livro "Noites Brancas e Outras Histórias".
EDITORA MARTIN CLARET
Tradução: Isa Silveira Leal - Literatura Russa
Autor do Conto: Fiodor Dostoiévski
Tempo da Leitura: de 10 de Maio a 16 de maio de 2021 (6 dias).
Breve Biografia do Autor: Fiodor Dostoiévski foi um escritor, jornalista e filósofo que nasceu na cidade de Moscou, na Rússia. As suas obras literárias são conhecidas por explorarem o psicológico dos indivíduos, no que diz respeito a contextos sociais, políticos, religiosos, filosóficos e espirituais da sociedade russa do século XIX.

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